terça-feira, 30 de agosto de 2011

Recomeçando...


Pois bem, a história paralela a “Eu amei uma borderline”, “Os dias de Déborazinha”, quase totalmente escrita.

Ainda assim, como desagravo de consciência, fiz um release da parte já escrita e mandei para as editoras que se propõe a receber originais. Parece bizarro mandar um original nem acabado para uma editora, mas conforme conheça como a banda toca no meio, se se interessarem entram em contato. A condição “se”, é, deveras, toda a  partitura. Como canso de dizer, não tenho paciência para o mercado editorial, e menos ainda com essa coisa toda, identidade de escritor e afins. De toda a forma, um aplauso as editoras que se permitem receber originais. A grande maioria come na mão de agentes literários. Tudo bem, o dinheiro e o risco do negócio são deles, portanto, cada faça como melhor lhe caber!

                 A parte que nos toca, um trecho de “os dias de Déborazinha”:

 “Tomar no ouvido as indecências e gestos lascivos prescritos na etilia. Os ébrios, quando nascem bagaceiras, são como sogras e mães, não calam a boca nunca. São capazes de prolatar toda sorte de impropérios no ouvido da mocinha que tenta passar, e isso de não ter respeito tem pouco a ver com sobriedade ou condição de estudantes. Homem, sem modos, nasce bagaço ou faz-se em casa. É como cão atrás do próprio rabo. Sabe que suas ações são inúteis, mas ali o rabo, então persegue: toda sua lascívia no inútil gesto de perseguir. Bagaceira é triste. Cachorro comedor de ovelha só matando. As moças tentando passam, ele ali passando a mão, falando tudo que besteira, e rindo, felizão da vida, bagaço. Mas é multidão de estudantes, dentro do porão, rua brasileira às seis da tarde, hora do rush: ninguém se move e todo mundo dança. Festa. Como vagão de metrô, todo mundo encoxa todo mundo. Os apertados, no vagão, sabem aonde vão. Já os universitários bêbados, bem... “
Não dá nada.




                “Os dias de Déborazinha” acontecem nas entrelinhas de “ Eu amei uma borderline”



               



Actum est.


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